sábado, 14 de novembro de 2015

Eu digo não à Ideologia de Gênero!

Bem, não tive como fugir. É o assunto do momento e, além disso, recebi um pedido para que escrevesse sobre a “tão famosa” Ideologia de Gênero. Sendo assim, que tal entender o que é isso?
“A Ideologia de Gênero, ou melhor dizendo, a Ideologia da Ausência de Sexo, é uma crença segundo a qual os dois sexos — masculino e feminino — são considerados construções culturais e sociais, e que por isso os chamados ‘papéis de gênero’ (que incluem a maternidade, na mulher), que decorrem das diferenças de sexos alegadamente ‘construídas’ — e que por isso, não existem —, são também ‘construções sociais e culturais’.
Por exemplo, a feminista Gloria Steinem queixa-se da ‘falsa divisão da natureza humana em ‘feminino’ e em ‘masculino’ (sic). E a escritora francesa Simone Beauvoir pensou a gravidez como ‘limitadora da autonomia feminina’, porque, alegadamente, ‘a gravidez cria laços biológicos entre a mulher e as crianças, e por isso, cria um papel de gênero’.
A Ideologia de Gênero defende a ideia segundo a qual não existe apenas a mulher e o homem, mas que existem também ‘outros gêneros’; e que qualquer pessoa pode escolher um desses ‘outros gêneros’, ou mesmo alguns desses ‘outros gêneros’ em simultâneo” (Fonte: http://sofos.wikidot.com/ideologia-de-genero).
No dia 25 de outubro de 2015, ano que estamos vivendo, o “Fantástico”, programa da Rede Globo de televisão, passou uma reportagem sobre uma família dos Estados Unidos que decidiu criar o casal de filhos da seguinte maneira: cada um escolheria se queria ser menino ou menina.
Os pais disseram que as crianças não teriam bonecas nem carrinhos, os brinquedos teriam que servir para ambos os sexos e as roupas e os penteados também seriam escolhidos pelas crianças.
Continuando a reportagem, o menino foi perguntado se ele era menino ou menina. Ele respondeu que é, principalmente, menino, mas, também, um pouco menina. Hoje, esse menino tem 8 anos de idade e sua mãe disse que a definição dele por um “gênero neutro” aconteceu por volta dos três anos e meio. A irmã dele, de acordo com a mãe, se definiu como menina aos 2 anos de idade. Hoje, ela tem 4 anos.
“Por que você decidiu criar as crianças sem gênero?” – perguntou a entrevistadora. A mãe respondeu: “Sem gênero, não! Com todas as possibilidades de gênero. Porque eu acho que eles merecem isso”. O pai é da mesma opinião: “Demos a liberdade dele (o filho) escolher quem ele queria ser”.
Encerrando a reportagem, a mãe teve que responder quais os benefícios de criar filhos dessa forma e ela disse o seguinte: “Pesquisas mostram que a taxa de suicídios e problemas mentais diminuem”, dizendo ter lido sobre o assunto.
Conforme o título deste artigo, “Eu digo não à Ideologia de Gênero”. Não posso aceitar essas ideias sem fundamento. Bem, quais são meus argumentos? Será que eu vou usar a Bíblia e pronto? E quem não crê na Bíblia? Sabendo disso, quero deixar o argumento bíblico para o fim.
Primeiro: Você acha que uma criança tem maturidade para decidir sobre o próprio sexo? Sou professor de crianças e tenho plena convicção de que elas não têm maturidade para isso.
Segundo: A mãe disse que criou os filhos com todas as possibilidades de gênero. Quais são as possibilidades de gênero? Comprovadamente, homem e mulher. Você já ouviu falar de cromossomos? “Os cromossomos são estruturas microscópicas que carregam o material genético de um indivíduo…” “A mulher terá dois cromossomos X, enquanto o homem terá um cromossomo X e um Y” (livro Nascido gay?- Dr. John S. H. Tay). Não se fala de outra combinação de cromossomos.
Terceiro: Doutor Alexandre Saade (chefe do Ambulatório de Transtorno de Gênero e Orientação Sexual – USP), também entrevistado pelo “Fantástico”, disse o seguinte: “O choque do neutro com a realidade pode ter consequências na estruturação dessa criança”. Ele disse que é contra esse tipo de criação. Ele não concordou com as pesquisas que a mãe das crianças citou. Aliás, será que ela não encontrou nenhuma pesquisa contra o pensamento dela? Muito estranho!
Quarto: Agora é a vez do argumento bíblico. Creio que não preciso ficar citando muita coisa aqui não. Deus criou homem e mulher, Adão e Eva. É importante ressaltar que o homem e a mulher se complementam, se completam, têm corpos diferentes e, só com a união do homem e da mulher, um filho pode ser gerado. Deus fez isso sem saber? Claro que não! Para Deus, outro tipo de gênero é pecado: “Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm” Romanos 1:26-28. “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” 1 Coríntios 6:10.
O diabo está fazendo a festa e as pessoas não conseguem entender isso:“Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno” 1 João 5:19. Sabendo disso, não podemos calar nossa voz. Pecado é pecado! Eu digo não à Ideologia de Gênero! Deus diz não à ideologia de gênero! Você também deve dizer, não aceitando o que a mídia, sendo usada por Satanás, quer que façamos. Não podemos nos calar. Somos “embaixadores de Cristo” e devemos lutar até o fim para que a Palavra de Deus seja pregada, combatendo pecados e ideias satânicas que têm surgido. Deus nos abençoe!
 
Wanderson Miranda de Almeida

domingo, 4 de outubro de 2015

A igreja que mata!



        Título estranho, não? Também acho mas a igreja que mata está por aí, fazendo sua obra, atrapalhando a propagação do evangelho, afastando vidas de Deus.

         Jesus disse que os sadios não necessitam de médico mas o doentes, sim. Ele disse que veio por causa dos doentes e nós deveríamos aprender isso. Se essa verdade ficar a cada dia em nosso coração, nossas atitudes serão diferentes, não faremos parte da igreja que mata.

         Sei que alguns já devem estar curiosos sobre que igreja é essa e eu vou falar, não vou ficar enrolando para produzir um texto enorme. Apenas quero que você reflita.

         A igreja que mata é aquela que ajuda a derrubar quem já está caído. Há muitos irmãos a nossa volta precisando de alguém que lhes dê a mão, mas, justamente nesse momento, encontram o oposto: “irmãos” que se aproximam para acusar, ferir, maltratar ou tentar demonstrar uma espiritualidade fenomenal! Quando um irmão está em pecado, nossa função é ajudá-lo a se erguer, a se levantar. Nossa função não é chegar com uma metralhadora giratória, atirando para todos os lados e acabando de arrasar com alguém que já está no fundo do poço. Aos irmãos que estão em pecado ou afastados, devemos levar uma palavra de carinho e amor, tentando trazê-los de volta ao Pai.

         A igreja que mata é aquela que detona irmãos pelas redes sociais. Lembro-me de uma vez que a vocalista principal do Diante do Trono fez algo estranho em uma apresentação do Grupo. Bem, eu achei, no mínimo, estranho! Mas apesar disso, não usei redes sociais para detoná-la, até porque, isso não significa que ela não é uma bênção e muito menos que não é uma serva de Deus. Lembro-me também de algo mais recente, quando um cantor evangélico falou muita bobagem durante um show, demonstrou muito orgulho e que, talvez, possa estar enganado sobre uma voz que disse ouvir, mas isso também não significa que ele não é uma bênção e que não é comprometido com Deus. Alguns irmãos até falaram que ele está indo para o inferno. Isso é revelação ou “revelamento”? Todos nós somos pecadores, não se esqueçam. A atitude de uma igreja madura, sábia, não é detonar irmãos em redes sociais, mas, sim, orar por eles. Não seria uma má ideia também entrar em contato com esses irmãos e dizer que estamos orando por eles. Poderíamos até dizer que não concordamos com o que fizeram, mas que seja com eles. Fiquei sabendo que a vocalista do Grupo citado acima quase entrou em depressão por causa do que fizeram com ela. A igreja realmente sabe matar com as palavras!

         A igreja que mata é aquela que critica mas não ajuda. Tenho certeza que vocês não conhecem ninguém assim (rs). Nosso povo sabe criticar. Nosso povo critica o pastor, a mensagem do pastor, os hinos, a arrumação, as opiniões contrárias, a vida dos outros, as outras denominações... Se os críticos resolvessem trabalhar para o Senhor, a igreja não estaria matando tanto!

         A igreja que mata é aquela que perde seu tempo com o que não presta e não se ocupa de coisas espirituais. Quanto desperdício de tempo com coisas banais, coisas que poluem nossa mente, coisas que nos fazem pensar ou agir do jeito que o diabo gosta mas as coisas espirituais ficam de lado. Crentes que estão na igreja há muito tempo e não conhecem a Bíblia, crentes que nunca crescem, não produzem, não se desenvolvem... Grande parte disso vem da falta de envolvimento com as coisas espirituais. Que coisas espirituais são essas? Bíblia, oração, louvor (não estou falando no templo), programas evangélicos no rádio ou na TV, leituras e meditações cristãs, conversas sobre o evangelho, pregação da Palavra a quem está a nossa volta... Essas são algumas ferramentas espirituais que precisamos utilizar para nosso crescimento espiritual. Se não fizermos isso, nunca conheceremos mais de Deus e se tem algo que precisamos, é conhecer mais dele, é ouvir a voz do Senhor, é ter intimidade com ele. Se não for assim, faremos parte da igreja que mata.

         Jesus disse: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10). Jesus veio trazer vida e vida abundante! Se formos imitadores dele, se andarmos como ele andou, se vivermos como ele viveu, não seremos uma igreja que mata, que afasta pessoas, que feri, que magoa, mas seremos uma igreja que transmite vida, paz, alegria, conforto, segurança.

         Eu sou igreja, você é igreja, as pessoas são igreja. Que tipo de igreja você é: a que mata ou a que transmite vida? Pense nisso! Deus te abençoe!
 
Wanderson Miranda de Almeida, membro da Igreja Batista Betel de Italva - RJ
 
Publicado no site Adiberj
        

terça-feira, 19 de maio de 2015

Minha família, minha base

“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (Deuteronômio 6:6,7).

                Lendo esse texto, fiquei pensando na minha criação e na minha família. Tenho algumas memórias que sempre estarão no meu coração e delas, fazem parte a minha família.
                Lembro-me de quando meu pai trabalhava em uma fábrica de cimento e eu o esperava no horário que ele estava acostumado a chegar. Eu via de longe quando meu pai estava vindo na bicicleta e ia encontrá-lo. Fiz isso muitas e muitas vezes. Dizem que eu descia o morro e meu pai subia empurrando a bicicleta comigo na garupa (não me lembro dessa parte). O que não me esqueço é que ele costumava trazer umas balas, chocolates... disso eu não me esqueço (será por quê?). Será que meu maior interesse estava em estar com ele, em subir na garupa da bicicleta ou em pegar os doces? Sinceramente, não sei.
                Claro que também tenho memórias da minha mãe e dos meus dois irmãos. Da minha mãe, não tem como pensar no passado e não me lembrar de quando ela estava nos cultos, tocando órgão para acompanhar a Igreja. Também não tem como não me lembrar de quando ensinava a classe das crianças, da qual eu fazia parte. Alguns cânticos infantis antigos que sei, aprendi com ela, minha mãe.
                Pensando nos dois juntos, tenho plena convicção do quanto foram importantes para minha formação e sei que o que sou hoje é fruto da criação dos dois. Meus pais sempre se preocuparam com a boa criação dos filhos. Sempre fomos instruídos no caminho de Deus e sempre fomos ensinados que deveríamos ser boas pessoas.
                Minha família é minha base. Sempre vi meus pais trabalhando na Igreja, fui ensinado a ser um servo de Deus, aprendi valores, levei broncas (muitas até sem merecer) e, por isso, hoje sou um servo de Deus querendo crescer cada vez mais. Meu pai prega desde muito jovem e hoje é meu pastor. Minha mãe sempre esteve envolvida com a Igreja, especialmente no trabalho com as crianças, além de tocar. Hoje, ela continua trabalhando com crianças e é líder das mulheres de nossa Associação.
                Hoje, prego, faço parte do louvor da igreja, sou professor da EBD e sei que ainda preciso melhorar muito (e vou melhorar). O melhor de tudo isso é olhar para o lado e ver meu irmão mais novo tocando e cantando comigo. Meu irmão mais velho também é um servo do Senhor. Meus sobrinhos estão sendo criados como servos do Senhor. A Bíblia não falha: a descendência do justo é abençoada.
                Tenho que agradecer a Deus por ter sido criado numa família cristã, pois muitos não têm esse privilégio. Tenho que agradecer a Deus por ter pais que sempre levaram Deus a sério e me instruíram da mesma forma. Tenho que agradecer a Deus porque meus pais sempre me levaram aos cultos (ainda que eu não estivesse com vontade de ir). Tenho que agradecer a Deus porque, tendo pais como os meus, hoje sou um cristão convicto e defendo minha fé por onde passo.
                Pais, instruam seus filhos nos caminhos de Deus, vivam o que vocês ensinam e verão seus filhos crescendo e seguindo o mesmo caminho: Jesus. A família é a base. Minha família é minha base. Tudo que sou começou com os ensinamentos recebidos desde quando eu era criança e hoje sou o que sou. Sejam a base da sua família! Deus nos abençoe!

Wanderson Miranda de Almeida.

Publicado em "O Jornal Batista", edição de 31/05/2015.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A pecadora, os religiosos e Jesus

E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais. (Jo 8.10-11)

                Olhando o texto de João 8.1-11, a primeira coisa que pensei foi a seguinte: vou mudar a ordem do que vou escrever. O texto começa falando dos religiosos que trouxeram a mulher. Eu quero, primeiramente, falar da mulher.
                Bem, a primeira coisa que quero dizer é que aquela mulher era uma pecadora, sei que você já sabe disso. A segunda coisa que quero dizer é que todos nós somos pecadores e sei que você também já sabe disso. Então, por que estou dizendo o que você já sabe? Porque não adianta saber algo e não ser influenciado pelo que sabemos.
                Você já foi acusado em público? Você já passou por uma experiência como a dessa mulher? Olha, é muito chato quando alguém chama a nossa atenção no meio dos outros. E se nos chamam a atenção por algo grave? Pior ainda! Você consegue imaginar como estava o coração daquela mulher que é chamada de “mulher adúltera” no título do capítulo de algumas Bíblias? Os religiosos chegaram trazendo aquela mulher e diz o texto: “E, pondo-a no meio...” (v. 4). Essas palavras não me soam bem. A versão Nova Tradução na linguagem de hoje diz assim: “... e a obrigaram a ficar de pé no meio de todos...” (v. 3). No meio do povo, acusada de adultério... Certamente, a vergonha dela era enorme e o sofrimento também. Não é o tipo de situação que traga alegria. E, para completar, os religiosos fizeram questão de dizer: “E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas.”. Ela estava no meio do povo, sendo acusada de ter sido pega adulterando e ouvindo que a lei mandava os adúlteros serem apedrejados. Sei que ela estava mal.
                Agora, quero falar sobre os religiosos. Não vou ficar dando detalhes sobre escribas e fariseus, os religiosos. Apenas quero pensar sobre a atitude desse grupo tão “nobre”! Um fato interessante é que, na verdade, os religiosos não estavam preocupados com o pecado daquela mulher. O versículo 6 diz que eles queriam tentar o Mestre Jesus para terem de que acusá-lo. Outro fato interessante é que a lei dizia que tanto o homem quanto a mulher pegos em adultério deveriam ser punidos. Por que eles não levaram o homem? Fazendo isso, já estavam violando a lei. Não sei por que não o levaram mas algo errado havia nisso.
                Religiosos. Religiosos que se achavam rigorosos. De que adianta ser religioso e não conseguir nem conhecer o Filho de Deus? De que adianta ser tão rigoroso e, na verdade, esconder erros, pecados, falhas, deixar de ouvir os ensinamentos que sempre nos são dados na Igreja? Jesus estava ensinando no templo mas os “religiosos” não foram lá para aprender nada. Foram para acusar! Não é assim hoje também? Há pessoas que frequentam cultos, templos, reuniões cristãs mas não para aprender. Essas pessoas não vão lá para cultuar mas para acusar os outros. “Religiosos acusadores”. Você conhece alguém assim? Você conhece algum “crente” que vive procurando erros nos outros para entregá-los ao pastor ou à igreja?  Nossa! Que coisa linda! Que atitude fantástica! Que ironia de minha parte, claro! Ser religioso não vale nada! Essas atitudes são ridículas e não são as esperadas pelo Mestre. Ele demonstrou o que devemos fazer.
                Jesus. Eu não conseguiria resistir tanto tempo sem dizer nada. O texto diz que enquanto os religiosos insistiam em querer uma resposta, Jesus estava inclinado, escrevendo na terra (v. 6). Mas, como eles queriam uma resposta e insistiam, Jesus disse: “Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela” (v. 7). Nossa! Esse é Jesus! E fico fazendo uma ideia de como ficaram os “religiosos acusadores” naquele momento. Não esperavam por uma resposta dessa. Jesus voltou a inclinar-se e escrever na terra. E os religiosos acusadores? Diz o texto: “quando ouviram isto, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio” (v. 9).
                Os religiosos acusadores não puderam apedrejar aquela mulher. Eles também eram pecadores como eu e você. Lembra-se de que falei disso lá no início? Se você é daqueles que gostam de ficar vigiando a vida dos outros, pare! Se você é daqueles que gostam de ficar procurando pecados na vida dos outros, pare! Eu sou pecador, você é pecador, todo ser humano é pecador. Você não entendeu isso ainda? Não estou defendendo que cristãos devem viver pecando. Não sou tolo e conheço o bastante da Bíblia para não falar isso, mas também não posso aceitar que os “cristãos” fiquem por aí laçando pessoas para serem entregues ao tribunal divino. A Bíblia diz que devemos imitar Jesus, andar como Ele andou e sabe como Ele fez nesse texto? Foi assim: “... Nem eu também te condeno: vai-te e não peques mais” (v. 11). Não tem como não amar Jesus!
                O mundo está repleto de pecadores. Alguns, remidos e lavados no sangue do Cordeiro; outros, ainda nem sabem como é isso ou não creem nisso. Mas um problema grave que contemplo é o peso que alguns “cristãos” colocam sobre essas pessoas. Elas não precisam de nossas acusações, muito menos  do nosso julgamento, já que não temos condições de mandar ninguém para o céu ou para o inferno. Nós, que somos do Senhor, temos que acolher essas pessoas, abraçá-las, andar com elas, mostrar-lhes o caminho e falar como Jesus: “... Nem eu também te condeno: vai-te e não peques mais”. Deus nos abençoe!

Wanderson Miranda de Almeida

Publicado em O Jornal Batista - 21/06/2015

http://estudos.gospelmais.com.br/pecadora-os-religiosos-e-jesus.html

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Obediência à autoridade



“Toda a alma esteja sujeita às potestades (autoridades) superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus”
Rm 13.1.

Gosto muito desse texto e, além de gostar, sinto a necessidade de falar sobre ele, visto que a desobediência tem sido natural no mundo em que vivemos, mesmo dentro das igrejas.
A ordem bíblica é clara: “Toda a alma esteja sujeita às potestades (autoridades) superiores...”. Quem é cristão genuíno, verdadeiro, não vai ter dificuldade com essa ordem. Obedecer é algo natural ao cristão. O texto diz que temos que obedecer a toda autoridade. Não diz para obedecer a algumas autoridades, certo?
Antes de pensar em outras autoridades, quero pensar nas autoridades que estão dentro da igreja. Nela, como em toda instituição existente no nosso planeta, há uma hierarquia que deve ser respeitada, obedecida. O pastor é o principal líder de uma igreja local e minha pergunta é: Você tem obedecido ao seu pastor? Vejo crentes falando com pastores como se eles fossem pessoas comuns, mas não são. Os pastores são autoridades instituídas por Deus, foram chamados por Deus, são pessoas especiais sim, e devem ser obedecidos. Já ouvi falar de uma igreja que queria escolher sobre quais temas o pastor poderia pregar e quais ele não poderia pregar. Também já ouvi sobre alguém que foi com uma roupa que não era comum na igreja, mas a pessoa foi vestida para afrontar o pastor. O nome disso é falta de maturidade espiritual!
Ainda falando de igreja local, todos os líderes devem ser obedecidos, é o que diz o texto. Fico pensando nas pessoas que são completamente obedientes quando estão no trabalho secular mas na igreja... Eu sou professor, trabalho em duas escolas diferentes e só faço o que me é permitido. Não mexo em coisas que não fazem parte do meu trabalho, não me intrometo em coisas que não fazem parte da minha função e, se eu fizer isso, tenho que receber a repreensão sem reclamar e sem fazer biquinho, como muitos crentes fazem quando sofrem uma repreensão por fazerem coisas que não deveriam fazer, por mexerem no que não deveriam mexer, por desrespeitarem autoridades que foram instituídas por Deus. Fazer biquinho quando sofro uma repreensão por algo de errado que estou fazendo é pura falta de maturidade!
Se você é um leitor atento e se já ficou com curiosidade de pegar a Bíblia e ler o capítulo 13 de Romanos, irá perceber que o texto está falando de toda autoridade existente. O texto não é específico sobre igreja, falando até mais especificamente sobre autoridades terrenas. “Toda” autoridade, lembre-se disso! Na igreja, obedeça a seus líderes! Fora da igreja, obedeça a todos que Deus colocou acima de você: pais, professores, chefes, policiais, juízes... A lista é extensa. Creio que não preciso ficar citando mais ninguém aqui. Só não obedeça se tiver que desobedecer a Deus. Sei que não precisava falar isso, mas vale a pena!
Aos desobedientes e que ainda não concordaram com o que foi exposto, deixo o texto: “Por isso quem resiste à potestade (autoridade)  resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação” (Rm 13.2).  Quando você desobedece a uma autoridade instituída por Deus, está ferindo uma lei dele. Cuidado ao desobedecer, pois você pode ser castigado, sofrer algum tipo de pena.
E para encerrar, mais um conselho bíblico: “Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra” (Rm 13.7). E que Deus nos abençoe!
 
Wanderson Miranda de Almeida

Saiu em "O Jornal Batista", 08/11/2015.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

E o que você fez?


Uma música popular diz o seguinte: “Então é Natal, e o que você fez?”. Esta pergunta pode ser usada na vida de cada cristão, cada servo de Deus que está nesse mundo. Estamos no último domingo do ano e, durante 2014, o que você fez?
Olhando a situação do evangelho hoje, ficamos espantados. Isso acontece pela constatação de que muitos estão vivendo um evangelho medíocre, podre, sem compromisso... e tantas outras coisas que não necessitamos dizer.
Os cristãos estão esfriando, é fato! Estudar a Bíblia, orar e ir aos cultos são coisas cada vez mais pesadas para os cristãos de hoje. Esses meros mortais ficam tentando arrumar desculpas para sua frieza: a pregação não é boa, o louvor não é bom, os cultos são sempre iguais, eles não têm oportunidades, a liderança é fraca e por aí vai! O que eu raramente vejo é alguém levantar a voz e dizer: “Eu sou culpado, eu esfriei, eu não estou cumprindo com meus compromissos espirituais. A culpa é minha.”. Sempre foi mais fácil jogar a culpa da minha fraqueza em alguém. Poucos têm a humildade para admitir o próprio fracasso, mesmo na vida espiritual.
Bem, enquanto isso, o tempo passa, o ano de 2014 está chegando ao fim e o que você fez com a sua vida espiritual? Você cresceu? Você foi mais fiel a Deus? Você esteve mais presente nos cultos? Você estudou mais a Bíblia? Você evangelizou mais? Você buscou ao Senhor com mais intensidade? São perguntas muito úteis à vida de quem quer crescer na fé.
Eu não preciso seguir os maus exemplos, você também não. Não precisamos esfriar porque outros esfriaram. Precisamos crescer, evoluir, melhorar. É hora de reflexão e ação. 2015 está chegando, 2014 está acabando e “o que você fez”?


Wanderson Miranda de Almeida

domingo, 20 de julho de 2014

Amor à Copa, Amor a Deus

Adeus, Copa do Mundo! Depois de muitos jogos, muita torcida, alegria para alguns e tristeza para outros, a vida voltou ao normal. Mas, apesar de ter acabado, quero falar de algumas coisas que podemos tirar como lição para nossa vida com Deus.
Durante esse tempo de competição, de muito futebol, de Copa do Mundo, observei coisas que podemos tirar como lição para nossa vida com Deus. O amor das pessoas pela Copa do Mundo foi demonstrado de forma contagiante e é sobre isso que quero falar. O amor que demonstramos por Deus é tão grande quanto esse amor demonstrado durante esse evento aqui no Brasil?
Pessoas deixaram casa, país, família, emprego... Que demonstração de amor é essa? Pessoas deixaram casa, país, família, emprego... por causa da Copa. Só quero fazer uma pergunta: O que somos capazes de deixar por causa do nosso amor a Deus? Dizemos que o amamos mas temos uma enorme dificuldade de colocá-lo em primeiro lugar, de priorizá-lo. Temos que levar isso mais a sério!
Pessoas defenderam seus times. E como defenderam! Foi um tempo de muita rivalidade, muita disputa... Isso foi assim para defender países, seleções, coisas que não levam a nada. E nós, temos defendido o evangelho com a garra dessas pessoas? Muitas vezes, temos nos escondido, nos tornamos agentes secretos do Reino. A Copa acabou, as eleições vêm aí, muitos defenderão seus candidatos, mas defender o evangelho... Que vergonha!
Pessoas gastaram muito dinheiro. Imagine: pessoas saíram de seus países, compraram passagens, ingressos, pagaram hospedagem... Nós gastamos assim na causa do evangelho? Conseguimos fazer isso? Muitos não conseguem nem entregar o dízimo do Senhor, imagine participar de campanhas de missões, dar ofertas, ajudar necessitados... Realmente, é muita coisa para quem não converteu o bolso ainda!
Pessoas deixaram o conforto. O amor nos leva a fazer cada coisa, não é? O que motivou essas pessoas? O amor!  Assisti  a uma reportagem onde uma senhora falava que foi procurada por turistas para alugar sua casa. Ela explicou que não tinha mais lugar para ninguém, pois já tinha ocupado a casa com outros turistas que chegaram primeiro. Você acha que eles se deram por vencidos?  Não foi assim. Falaram que podiam ficar em qualquer lugar e ficaram numa espécie de varanda, no maior aperto, perto do tanque e de outras coisas. Pensaram em conforto? Não. Por quê? Porque queriam participar da Copa do Mundo, porque amam isso! Numa época onde os cantores e preletores “famosos” fazem tantas exigências para pregar o evangelho, a pergunta é: Somos capazes de deixar o conforto de lado para pregar o evangelho?
Pessoas arrumaram tempo para acompanhar a Copa do Mundo. No mundo atual, uma das grandes queixas é a tal falta de tempo. Vivemos com uma agenda apertada, precisamos trabalhar, pagar contas, cumprir compromissos e isso requer tempo. Esse problema também afeta a igreja. Os cristãos dizem que não têm tempo para participar ativamente dos cultos, para assumir compromissos diretos com a igreja local, para ler a Bíblia, para orar... Mas, interessante, é que muitas pessoas que dizem não ter tempo, conseguiram acompanhar a Copa do Mundo de uma forma notável. Três jogos por dia, notícias, comentários... Muitos que não tinham tempo estavam bem informados e com a televisão ligada o tempo todo, deixando de lado algumas tarefas. Parece que a questão nem sempre é a falta de tempo, mas, sim, a falta de priorizar o Reino de Deus, você não acha? Tem gente que só arruma tempo quando quer , quando tem interesse e, se não há amor a Deus, para que vou arrumar tempo para as coisas do Reino? Temos arrumado tempo para as coisas do Reino?
Pessoas se envolveram emocionalmente. Pessoas choraram com a derrota e se alegraram com a vitória. O amor faz isso, não faz? Há quanto tempo você não chora por causa das coisas de Deus? Muitos choraram quando viram o Brasil tomar um passeio da Alemanha mas não conseguem chorar vendo almas morrerem e irem para o inferno porque não aceitaram a Jesus. Nosso envolvimento com as coisas de Deus é tão grande quanto nosso envolvimento com a Copa do Mundo?

Foi nisso que pensei, analisando e comparando a Copa do Mundo com a nossa vida cristã e isso me deixa triste. Deus deveria ser muito mais valioso que futebol mas não tem sido. Brincamos de vida cristã e achamos que estamos indo muito bem. Que horror!  Talvez, se olhássemos para Deus com o olhar que temos em relação à Copa, nossa vida espiritual seria muito melhor! Amar a Deus acima de tudo, é disso que precisamos! “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mateus 22:37).
Deus nos abençoe!