Bem, não tive como fugir. É o assunto do momento e, além disso,
recebi um pedido para que escrevesse sobre a “tão famosa” Ideologia de
Gênero. Sendo assim, que tal entender o que é isso?
“A Ideologia de Gênero, ou melhor dizendo, a Ideologia da Ausência de Sexo, é uma crença segundo a qual os dois sexos — masculino e feminino — são considerados construções culturais e sociais, e que por isso os chamados ‘papéis de gênero’
(que incluem a maternidade, na mulher), que decorrem das diferenças de
sexos alegadamente ‘construídas’ — e que por isso, não existem —, são
também ‘construções sociais e culturais’.
Por exemplo, a feminista Gloria Steinem queixa-se da ‘falsa divisão da natureza humana em ‘feminino’ e em ‘masculino’ (sic). E a escritora francesa Simone Beauvoir pensou a gravidez como ‘limitadora da autonomia feminina’, porque, alegadamente, ‘a gravidez cria laços biológicos entre a mulher e as crianças, e por isso, cria um papel de gênero’.
A Ideologia de Gênero defende a ideia segundo a qual não existe apenas a mulher e o homem,
mas que existem também ‘outros gêneros’; e que qualquer pessoa pode
escolher um desses ‘outros gêneros’, ou mesmo alguns desses ‘outros
gêneros’ em simultâneo” (Fonte: http://sofos.wikidot.com/ideologia-de-genero).
No dia 25 de outubro de 2015, ano que estamos vivendo, o
“Fantástico”, programa da Rede Globo de televisão, passou uma reportagem
sobre uma família dos Estados Unidos que decidiu criar o casal de
filhos da seguinte maneira: cada um escolheria se queria ser menino ou
menina.
Os pais disseram que as crianças não teriam bonecas nem carrinhos, os
brinquedos teriam que servir para ambos os sexos e as roupas e os
penteados também seriam escolhidos pelas crianças.
Continuando a reportagem, o menino foi perguntado se ele era menino
ou menina. Ele respondeu que é, principalmente, menino, mas, também, um
pouco menina. Hoje, esse menino tem 8 anos de idade e sua mãe disse que a
definição dele por um “gênero neutro” aconteceu por volta dos três anos
e meio. A irmã dele, de acordo com a mãe, se definiu como menina aos 2
anos de idade. Hoje, ela tem 4 anos.
“Por que você decidiu criar as crianças sem gênero?” – perguntou a
entrevistadora. A mãe respondeu: “Sem gênero, não! Com todas as
possibilidades de gênero. Porque eu acho que eles merecem isso”. O pai é
da mesma opinião: “Demos a liberdade dele (o filho) escolher quem ele
queria ser”.
Encerrando a reportagem, a mãe teve que responder quais os benefícios
de criar filhos dessa forma e ela disse o seguinte: “Pesquisas mostram
que a taxa de suicídios e problemas mentais diminuem”, dizendo ter lido
sobre o assunto.
Conforme o título deste artigo, “Eu digo não à Ideologia de Gênero”.
Não posso aceitar essas ideias sem fundamento. Bem, quais são meus
argumentos? Será que eu vou usar a Bíblia e pronto? E quem não crê na
Bíblia? Sabendo disso, quero deixar o argumento bíblico para o fim.
Primeiro: Você acha que uma criança tem maturidade
para decidir sobre o próprio sexo? Sou professor de crianças e tenho
plena convicção de que elas não têm maturidade para isso.
Segundo: A mãe disse que criou os filhos com todas
as possibilidades de gênero. Quais são as possibilidades de gênero?
Comprovadamente, homem e mulher. Você já ouviu falar de cromossomos? “Os
cromossomos são estruturas microscópicas que carregam o material
genético de um indivíduo…” “A mulher terá dois cromossomos X, enquanto o
homem terá um cromossomo X e um Y” (livro Nascido gay?- Dr. John S. H. Tay). Não se fala de outra combinação de cromossomos.
Terceiro: Doutor Alexandre Saade (chefe do
Ambulatório de Transtorno de Gênero e Orientação Sexual – USP), também
entrevistado pelo “Fantástico”, disse o seguinte: “O choque do neutro
com a realidade pode ter consequências na estruturação dessa criança”.
Ele disse que é contra esse tipo de criação. Ele não concordou com as
pesquisas que a mãe das crianças citou. Aliás, será que ela não
encontrou nenhuma pesquisa contra o pensamento dela? Muito estranho!
Quarto: Agora é a vez do argumento bíblico. Creio
que não preciso ficar citando muita coisa aqui não. Deus criou homem e
mulher, Adão e Eva. É importante ressaltar que o homem e a mulher se
complementam, se completam, têm corpos diferentes e, só com a união do
homem e da mulher, um filho pode ser gerado. Deus fez isso sem saber?
Claro que não! Para Deus, outro tipo de gênero é pecado: “Por isso
Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres
mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente,
também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua
sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo
torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus,
assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que
não convêm” Romanos 1:26-28. “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados,
nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem
os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” 1 Coríntios 6:10.
O diabo está fazendo a festa e as pessoas não conseguem entender isso:“Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno” 1 João 5:19.
Sabendo disso, não podemos calar nossa voz. Pecado é pecado! Eu digo
não à Ideologia de Gênero! Deus diz não à ideologia de gênero! Você
também deve dizer, não aceitando o que a mídia, sendo usada por Satanás,
quer que façamos. Não podemos nos calar. Somos “embaixadores de Cristo”
e devemos lutar até o fim para que a Palavra de Deus seja pregada,
combatendo pecados e ideias satânicas que têm surgido. Deus nos abençoe!
Wanderson Miranda de Almeida
sábado, 14 de novembro de 2015
domingo, 4 de outubro de 2015
A igreja que mata!
Título
estranho, não? Também acho mas a igreja que mata está por aí, fazendo sua obra,
atrapalhando a propagação do evangelho, afastando vidas de Deus.
Jesus disse que os sadios não
necessitam de médico mas o doentes, sim. Ele disse que veio por causa dos
doentes e nós deveríamos aprender isso. Se essa verdade ficar a cada dia em
nosso coração, nossas atitudes serão diferentes, não faremos parte da igreja
que mata.
Sei que alguns já devem estar curiosos
sobre que igreja é essa e eu vou falar, não vou ficar enrolando para produzir
um texto enorme. Apenas quero que você reflita.
A igreja que mata é aquela que ajuda a
derrubar quem já está caído. Há muitos irmãos a nossa volta precisando de
alguém que lhes dê a mão, mas, justamente nesse momento, encontram o oposto:
“irmãos” que se aproximam para acusar, ferir, maltratar ou tentar demonstrar
uma espiritualidade fenomenal! Quando um irmão está em pecado, nossa função é
ajudá-lo a se erguer, a se levantar. Nossa função não é chegar com uma
metralhadora giratória, atirando para todos os lados e acabando de arrasar com
alguém que já está no fundo do poço. Aos irmãos que estão em pecado ou
afastados, devemos levar uma palavra de carinho e amor, tentando trazê-los de
volta ao Pai.
A igreja que mata é aquela que detona
irmãos pelas redes sociais. Lembro-me de uma vez que a vocalista principal do Diante
do Trono fez algo estranho em uma apresentação do Grupo. Bem, eu achei, no
mínimo, estranho! Mas apesar disso, não usei redes sociais para detoná-la, até
porque, isso não significa que ela não é uma bênção e muito menos que não é uma
serva de Deus. Lembro-me também de algo mais recente, quando um cantor
evangélico falou muita bobagem durante um show, demonstrou muito orgulho e que,
talvez, possa estar enganado sobre uma voz que disse ouvir, mas isso também não
significa que ele não é uma bênção e que não é comprometido com Deus. Alguns
irmãos até falaram que ele está indo para o inferno. Isso é revelação ou
“revelamento”? Todos nós somos pecadores, não se esqueçam. A atitude de uma
igreja madura, sábia, não é detonar irmãos em redes sociais, mas, sim, orar por
eles. Não seria uma má ideia também entrar em contato com esses irmãos e dizer
que estamos orando por eles. Poderíamos até dizer que não concordamos com o que
fizeram, mas que seja com eles. Fiquei sabendo que a vocalista do Grupo citado
acima quase entrou em depressão por causa do que fizeram com ela. A igreja
realmente sabe matar com as palavras!
A igreja que mata é aquela que critica
mas não ajuda. Tenho certeza que vocês não conhecem ninguém assim (rs). Nosso
povo sabe criticar. Nosso povo critica o pastor, a mensagem do pastor, os
hinos, a arrumação, as opiniões contrárias, a vida dos outros, as outras
denominações... Se os críticos resolvessem trabalhar para o Senhor, a igreja
não estaria matando tanto!
A igreja que mata é aquela que perde
seu tempo com o que não presta e não se ocupa de coisas espirituais. Quanto
desperdício de tempo com coisas banais, coisas que poluem nossa mente, coisas
que nos fazem pensar ou agir do jeito que o diabo gosta mas as coisas
espirituais ficam de lado. Crentes que estão na igreja há muito tempo e não
conhecem a Bíblia, crentes que nunca crescem, não produzem, não se
desenvolvem... Grande parte disso vem da falta de envolvimento com as coisas
espirituais. Que coisas espirituais são essas? Bíblia, oração, louvor (não
estou falando no templo), programas evangélicos no rádio ou na TV, leituras e
meditações cristãs, conversas sobre o evangelho, pregação da Palavra a quem
está a nossa volta... Essas são algumas ferramentas espirituais que precisamos
utilizar para nosso crescimento espiritual. Se não fizermos isso, nunca
conheceremos mais de Deus e se tem algo que precisamos, é conhecer mais dele, é
ouvir a voz do Senhor, é ter intimidade com ele. Se não for assim, faremos
parte da igreja que mata.
Jesus disse: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para
que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10). Jesus veio
trazer vida e vida abundante! Se formos imitadores dele, se andarmos como ele
andou, se vivermos como ele viveu, não seremos uma igreja que mata, que afasta
pessoas, que feri, que magoa, mas seremos uma igreja que transmite vida, paz,
alegria, conforto, segurança.
Eu sou igreja, você é igreja, as
pessoas são igreja. Que tipo de igreja você é: a que mata ou a que transmite
vida? Pense nisso! Deus te abençoe!
Wanderson Miranda
de Almeida, membro da Igreja Batista Betel de Italva - RJ
Publicado no site Adiberj
terça-feira, 19 de maio de 2015
Minha família, minha base
“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu
coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e
andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (Deuteronômio
6:6,7).
Lendo esse texto, fiquei pensando na minha criação e
na minha família. Tenho algumas memórias que sempre estarão no meu coração e
delas, fazem parte a minha família.
Lembro-me de quando meu pai trabalhava em uma fábrica
de cimento e eu o esperava no horário que ele estava acostumado a chegar. Eu
via de longe quando meu pai estava vindo na bicicleta e ia encontrá-lo. Fiz
isso muitas e muitas vezes. Dizem que eu descia o morro e meu pai subia
empurrando a bicicleta comigo na garupa (não me lembro dessa parte). O que não
me esqueço é que ele costumava trazer umas balas, chocolates... disso eu não me
esqueço (será por quê?). Será que meu maior interesse estava em estar com ele,
em subir na garupa da bicicleta ou em pegar os doces? Sinceramente, não sei.
Claro que também tenho memórias da minha mãe e dos
meus dois irmãos. Da minha mãe, não tem como pensar no passado e não me lembrar
de quando ela estava nos cultos, tocando órgão para acompanhar a Igreja. Também
não tem como não me lembrar de quando ensinava a classe das crianças, da qual
eu fazia parte. Alguns cânticos infantis antigos que sei, aprendi com ela,
minha mãe.
Pensando nos dois juntos, tenho plena convicção do
quanto foram importantes para minha formação e sei que o que sou hoje é fruto
da criação dos dois. Meus pais sempre se preocuparam com a boa criação dos
filhos. Sempre fomos instruídos no caminho de Deus e sempre fomos ensinados que
deveríamos ser boas pessoas.
Minha família é minha base. Sempre vi meus pais
trabalhando na Igreja, fui ensinado a ser um servo de Deus, aprendi valores,
levei broncas (muitas até sem merecer) e, por isso, hoje sou um servo de Deus
querendo crescer cada vez mais. Meu pai prega desde muito jovem e hoje é meu
pastor. Minha mãe sempre esteve envolvida com a Igreja, especialmente no
trabalho com as crianças, além de tocar. Hoje, ela continua trabalhando com
crianças e é líder das mulheres de nossa Associação.
Hoje, prego, faço parte do louvor da igreja, sou
professor da EBD e sei que ainda preciso melhorar muito (e vou melhorar). O
melhor de tudo isso é olhar para o lado e ver meu irmão mais novo tocando e
cantando comigo. Meu irmão mais velho também é um servo do Senhor. Meus
sobrinhos estão sendo criados como servos do Senhor. A Bíblia não falha: a
descendência do justo é abençoada.
Tenho que agradecer a Deus por ter sido criado numa
família cristã, pois muitos não têm esse privilégio. Tenho que agradecer a Deus
por ter pais que sempre levaram Deus a sério e me instruíram da mesma forma.
Tenho que agradecer a Deus porque meus pais sempre me levaram aos cultos (ainda
que eu não estivesse com vontade de ir). Tenho que agradecer a Deus porque,
tendo pais como os meus, hoje sou um cristão convicto e defendo minha fé por
onde passo.
Pais, instruam seus filhos nos caminhos de Deus,
vivam o que vocês ensinam e verão seus filhos crescendo e seguindo o mesmo
caminho: Jesus. A família é a base. Minha família é minha base. Tudo que sou
começou com os ensinamentos recebidos desde quando eu era criança e hoje sou o
que sou. Sejam a base da sua família! Deus nos abençoe!
Wanderson Miranda de
Almeida.
Publicado em "O Jornal Batista", edição de 31/05/2015.
Publicado em "O Jornal Batista", edição de 31/05/2015.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
A pecadora, os religiosos e Jesus
E, endireitando-se Jesus, e não vendo
ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus
acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe
Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais. (Jo 8.10-11)
Olhando
o texto de João 8.1-11, a primeira coisa que pensei foi a seguinte: vou mudar a
ordem do que vou escrever. O texto começa falando dos religiosos que trouxeram
a mulher. Eu quero, primeiramente, falar da mulher.
Bem,
a primeira coisa que quero dizer é que aquela mulher era uma pecadora, sei que
você já sabe disso. A segunda coisa que quero dizer é que todos nós somos
pecadores e sei que você também já sabe disso. Então, por que estou dizendo o
que você já sabe? Porque não adianta saber algo e não ser influenciado pelo que
sabemos.
Você
já foi acusado em público? Você já passou por uma experiência como a dessa
mulher? Olha, é muito chato quando alguém chama a nossa atenção no meio dos
outros. E se nos chamam a atenção por algo grave? Pior ainda! Você consegue
imaginar como estava o coração daquela mulher que é chamada de “mulher
adúltera” no título do capítulo de algumas Bíblias? Os religiosos chegaram
trazendo aquela mulher e diz o texto: “E,
pondo-a no meio...” (v. 4). Essas palavras não me soam bem. A versão Nova Tradução na linguagem de hoje diz
assim: “... e a obrigaram a ficar de pé
no meio de todos...” (v. 3). No meio do povo, acusada de adultério...
Certamente, a vergonha dela era enorme e o sofrimento também. Não é o tipo de
situação que traga alegria. E, para completar, os religiosos fizeram questão de
dizer: “E na lei nos mandou Moisés que as
tais sejam apedrejadas.”. Ela estava no meio do povo, sendo acusada de ter
sido pega adulterando e ouvindo que a lei mandava os adúlteros serem
apedrejados. Sei que ela estava mal.
Agora,
quero falar sobre os religiosos. Não vou ficar dando detalhes sobre escribas e
fariseus, os religiosos. Apenas quero pensar sobre a atitude desse grupo tão
“nobre”! Um fato interessante é que, na verdade, os religiosos não estavam
preocupados com o pecado daquela mulher. O versículo 6 diz que eles queriam
tentar o Mestre Jesus para terem de que acusá-lo. Outro fato interessante é que
a lei dizia que tanto o homem quanto a mulher pegos em adultério deveriam ser
punidos. Por que eles não levaram o homem? Fazendo isso, já estavam violando a
lei. Não sei por que não o levaram mas algo errado havia nisso.
Religiosos.
Religiosos que se achavam rigorosos. De que adianta ser religioso e não
conseguir nem conhecer o Filho de Deus? De que adianta ser tão rigoroso e, na
verdade, esconder erros, pecados, falhas, deixar de ouvir os ensinamentos que
sempre nos são dados na Igreja? Jesus estava ensinando no templo mas os
“religiosos” não foram lá para aprender nada. Foram para acusar! Não é assim
hoje também? Há pessoas que frequentam cultos, templos, reuniões cristãs mas
não para aprender. Essas pessoas não vão lá para cultuar mas para acusar os
outros. “Religiosos acusadores”. Você conhece alguém assim? Você conhece algum
“crente” que vive procurando erros nos outros para entregá-los ao pastor ou à
igreja? Nossa! Que coisa linda! Que
atitude fantástica! Que ironia de minha parte, claro! Ser religioso não vale
nada! Essas atitudes são ridículas e não são as esperadas pelo Mestre. Ele
demonstrou o que devemos fazer.
Jesus.
Eu não conseguiria resistir tanto tempo sem dizer nada. O texto diz que
enquanto os religiosos insistiam em querer uma resposta, Jesus estava
inclinado, escrevendo na terra (v. 6). Mas, como eles queriam uma resposta e
insistiam, Jesus disse: “Aquele que
dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela” (v.
7). Nossa! Esse é Jesus! E fico fazendo uma ideia de como ficaram os “religiosos
acusadores” naquele momento. Não esperavam por uma resposta dessa. Jesus voltou
a inclinar-se e escrever na terra. E os religiosos acusadores? Diz o texto: “quando ouviram isto, saíram um a um, a
começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava
no meio” (v. 9).
Os
religiosos acusadores não puderam apedrejar aquela mulher. Eles também eram
pecadores como eu e você. Lembra-se de que falei disso lá no início? Se você é
daqueles que gostam de ficar vigiando a vida dos outros, pare! Se você é
daqueles que gostam de ficar procurando pecados na vida dos outros, pare! Eu sou
pecador, você é pecador, todo ser humano é pecador. Você não entendeu isso
ainda? Não estou defendendo que cristãos devem viver pecando. Não sou tolo e
conheço o bastante da Bíblia para não falar isso, mas também não posso aceitar
que os “cristãos” fiquem por aí laçando pessoas para serem entregues ao
tribunal divino. A Bíblia diz que devemos imitar Jesus, andar como Ele andou e
sabe como Ele fez nesse texto? Foi assim: “...
Nem eu também te condeno: vai-te e não peques mais” (v. 11). Não tem como
não amar Jesus!
O
mundo está repleto de pecadores. Alguns, remidos e lavados no sangue do
Cordeiro; outros, ainda nem sabem como é isso ou não creem nisso. Mas um
problema grave que contemplo é o peso que alguns “cristãos” colocam sobre essas
pessoas. Elas não precisam de nossas acusações, muito menos do nosso julgamento, já que não temos
condições de mandar ninguém para o céu ou para o inferno. Nós, que somos do
Senhor, temos que acolher essas pessoas, abraçá-las, andar com elas, mostrar-lhes
o caminho e falar como Jesus: “... Nem eu também te condeno: vai-te e não
peques mais”. Deus nos abençoe!
Wanderson Miranda de Almeida
Publicado em O Jornal Batista - 21/06/2015
http://estudos.gospelmais.com.br/pecadora-os-religiosos-e-jesus.html
Publicado em O Jornal Batista - 21/06/2015
http://estudos.gospelmais.com.br/pecadora-os-religiosos-e-jesus.html
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Obediência à autoridade
“Toda a
alma esteja sujeita às potestades (autoridades) superiores; porque não há
potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por
Deus”
Rm 13.1.
Rm 13.1.
Gosto muito desse texto e, além
de gostar, sinto a necessidade de falar sobre ele, visto que a desobediência
tem sido natural no mundo em que vivemos, mesmo dentro das igrejas.
A ordem bíblica é clara: “Toda a
alma esteja sujeita às potestades (autoridades) superiores...”. Quem é cristão
genuíno, verdadeiro, não vai ter dificuldade com essa ordem. Obedecer é algo
natural ao cristão. O texto diz que temos que obedecer a toda autoridade. Não
diz para obedecer a algumas autoridades, certo?
Antes de pensar em outras
autoridades, quero pensar nas autoridades que estão dentro da igreja. Nela,
como em toda instituição existente no nosso planeta, há uma hierarquia que deve
ser respeitada, obedecida. O pastor é o principal líder de uma igreja local e
minha pergunta é: Você tem obedecido ao seu pastor? Vejo crentes falando com
pastores como se eles fossem pessoas comuns, mas não são. Os pastores são
autoridades instituídas por Deus, foram chamados por Deus, são pessoas
especiais sim, e devem ser obedecidos. Já ouvi falar de uma igreja que queria
escolher sobre quais temas o pastor poderia pregar e quais ele não poderia
pregar. Também já ouvi sobre alguém que foi com uma roupa que não era comum na
igreja, mas a pessoa foi vestida para afrontar o pastor. O nome disso é falta
de maturidade espiritual!
Ainda falando de igreja local,
todos os líderes devem ser obedecidos, é o que diz o texto. Fico pensando nas
pessoas que são completamente obedientes quando estão no trabalho secular mas
na igreja... Eu sou professor, trabalho em duas escolas diferentes e só faço o
que me é permitido. Não mexo em coisas que não fazem parte do meu trabalho, não
me intrometo em coisas que não fazem parte da minha função e, se eu fizer isso,
tenho que receber a repreensão sem reclamar e sem fazer biquinho, como muitos
crentes fazem quando sofrem uma repreensão por fazerem coisas que não deveriam
fazer, por mexerem no que não deveriam mexer, por desrespeitarem autoridades
que foram instituídas por Deus. Fazer biquinho quando sofro uma repreensão por
algo de errado que estou fazendo é pura falta de maturidade!
Se você é um leitor atento e se
já ficou com curiosidade de pegar a Bíblia e ler o capítulo 13 de Romanos, irá
perceber que o texto está falando de toda autoridade existente. O texto não é
específico sobre igreja, falando até mais especificamente sobre autoridades
terrenas. “Toda” autoridade, lembre-se disso! Na igreja, obedeça a seus
líderes! Fora da igreja, obedeça a todos que Deus colocou acima de você: pais,
professores, chefes, policiais, juízes... A lista é extensa. Creio que não
preciso ficar citando mais ninguém aqui. Só não obedeça se tiver que
desobedecer a Deus. Sei que não precisava falar isso, mas vale a pena!
Aos desobedientes e que ainda não
concordaram com o que foi exposto, deixo o texto: “Por isso quem resiste à
potestade (autoridade) resiste à ordenação de Deus; e os que
resistem trarão sobre si mesmos a condenação” (Rm 13.2). Quando você desobedece a uma autoridade
instituída por Deus, está ferindo uma lei dele. Cuidado ao desobedecer, pois
você pode ser castigado, sofrer algum tipo de pena.
E para encerrar, mais um conselho
bíblico: “Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem
imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra” (Rm 13.7). E que
Deus nos abençoe!
Wanderson Miranda de Almeida
Saiu em "O Jornal Batista", 08/11/2015.
Saiu em "O Jornal Batista", 08/11/2015.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
E o que você fez?
Uma música popular
diz o seguinte: “Então é Natal, e o que você fez?”. Esta pergunta pode ser
usada na vida de cada cristão, cada servo de Deus que está nesse mundo. Estamos
no último domingo do ano e, durante 2014, o que você fez?
Olhando a situação
do evangelho hoje, ficamos espantados. Isso acontece pela constatação de que
muitos estão vivendo um evangelho medíocre, podre, sem compromisso... e tantas
outras coisas que não necessitamos dizer.
Os cristãos estão
esfriando, é fato! Estudar a Bíblia, orar e ir aos cultos são coisas cada vez
mais pesadas para os cristãos de hoje. Esses meros mortais ficam tentando
arrumar desculpas para sua frieza: a
pregação não é boa, o louvor não é bom, os cultos são sempre iguais, eles não
têm oportunidades, a liderança é fraca e por aí vai! O que eu raramente
vejo é alguém levantar a voz e dizer: “Eu
sou culpado, eu esfriei, eu não estou cumprindo com meus compromissos
espirituais. A culpa é minha.”. Sempre foi mais fácil jogar a culpa da
minha fraqueza em alguém. Poucos têm a humildade para admitir o próprio
fracasso, mesmo na vida espiritual.
Bem, enquanto isso,
o tempo passa, o ano de 2014 está chegando ao fim e o que você fez com a sua
vida espiritual? Você cresceu? Você foi mais fiel a Deus? Você esteve mais
presente nos cultos? Você estudou mais a Bíblia? Você evangelizou mais? Você
buscou ao Senhor com mais intensidade? São perguntas muito úteis à vida de quem
quer crescer na fé.
Eu não preciso
seguir os maus exemplos, você também não. Não precisamos esfriar porque outros
esfriaram. Precisamos crescer, evoluir, melhorar. É hora de reflexão e ação.
2015 está chegando, 2014 está acabando e “o que você fez”?
Wanderson Miranda de Almeida
domingo, 20 de julho de 2014
Amor à Copa, Amor a Deus
Adeus, Copa do Mundo! Depois de
muitos jogos, muita torcida, alegria para alguns e tristeza para outros, a vida
voltou ao normal. Mas, apesar de ter acabado, quero falar de algumas coisas que
podemos tirar como lição para nossa vida com Deus.
Foi nisso que pensei, analisando e comparando a Copa do Mundo com a nossa vida cristã e isso me deixa triste. Deus deveria ser muito mais valioso que futebol mas não tem sido. Brincamos de vida cristã e achamos que estamos indo muito bem. Que horror! Talvez, se olhássemos para Deus com o olhar que temos em relação à Copa, nossa vida espiritual seria muito melhor! Amar a Deus acima de tudo, é disso que precisamos! “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mateus 22:37).
Deus nos abençoe!
Durante esse tempo de competição,
de muito futebol, de Copa do Mundo, observei coisas que podemos tirar como
lição para nossa vida com Deus. O amor das pessoas pela Copa do Mundo foi
demonstrado de forma contagiante e é sobre isso que quero falar. O amor que demonstramos
por Deus é tão grande quanto esse amor demonstrado durante esse evento aqui no
Brasil?
Pessoas deixaram casa, país,
família, emprego... Que demonstração de amor é essa? Pessoas deixaram
casa, país, família, emprego... por causa da Copa. Só quero fazer uma pergunta:
O que somos capazes de deixar por causa do nosso amor a Deus? Dizemos que o
amamos mas temos uma enorme dificuldade de colocá-lo em primeiro lugar, de
priorizá-lo. Temos que levar isso mais a sério!
Pessoas defenderam seus times.
E como defenderam! Foi um tempo de muita rivalidade, muita disputa... Isso
foi assim para defender países, seleções, coisas que não levam a nada. E nós,
temos defendido o evangelho com a garra dessas pessoas? Muitas vezes, temos nos
escondido, nos tornamos agentes secretos do Reino. A Copa acabou, as eleições
vêm aí, muitos defenderão seus candidatos, mas defender o evangelho... Que
vergonha!
Pessoas gastaram muito dinheiro.
Imagine: pessoas saíram de seus países, compraram passagens, ingressos,
pagaram hospedagem... Nós gastamos assim na causa do evangelho? Conseguimos
fazer isso? Muitos não conseguem nem entregar o dízimo do Senhor, imagine
participar de campanhas de missões, dar ofertas, ajudar necessitados...
Realmente, é muita coisa para quem não converteu o bolso ainda!
Pessoas deixaram o conforto. O
amor nos leva a fazer cada coisa, não é? O que motivou essas pessoas? O
amor! Assisti a uma reportagem onde uma senhora falava que
foi procurada por turistas para alugar sua casa. Ela explicou que não tinha
mais lugar para ninguém, pois já tinha ocupado a casa com outros turistas que
chegaram primeiro. Você acha que eles se deram por vencidos? Não foi assim. Falaram que podiam ficar em
qualquer lugar e ficaram numa espécie de varanda, no maior aperto, perto do
tanque e de outras coisas. Pensaram em conforto? Não. Por quê? Porque queriam
participar da Copa do Mundo, porque amam isso! Numa época onde os cantores e
preletores “famosos” fazem tantas exigências para pregar o evangelho, a
pergunta é: Somos capazes de deixar o conforto de lado para pregar o evangelho?
Pessoas arrumaram tempo para
acompanhar a Copa do Mundo. No mundo atual, uma das grandes queixas é a
tal falta de tempo. Vivemos com uma agenda apertada, precisamos trabalhar, pagar
contas, cumprir compromissos e isso requer tempo. Esse problema também afeta a
igreja. Os cristãos dizem que não têm tempo para participar ativamente dos
cultos, para assumir compromissos diretos com a igreja local, para ler a
Bíblia, para orar... Mas, interessante, é que muitas pessoas que dizem não ter
tempo, conseguiram acompanhar a Copa do Mundo de uma forma notável. Três jogos
por dia, notícias, comentários... Muitos que não tinham tempo estavam bem
informados e com a televisão ligada o tempo todo, deixando de lado algumas
tarefas. Parece que a questão nem sempre é a falta de tempo, mas, sim, a falta
de priorizar o Reino de Deus, você não acha? Tem gente que só arruma tempo
quando quer , quando tem interesse e, se não há amor a Deus, para que vou
arrumar tempo para as coisas do Reino? Temos arrumado tempo para as coisas do
Reino?
Pessoas se envolveram
emocionalmente. Pessoas choraram com a derrota e se alegraram com a
vitória. O amor faz isso, não faz? Há quanto tempo você não chora por causa das
coisas de Deus? Muitos choraram quando viram o Brasil tomar um passeio da
Alemanha mas não conseguem chorar vendo almas morrerem e irem para o inferno
porque não aceitaram a Jesus. Nosso envolvimento com as coisas de Deus é tão
grande quanto nosso envolvimento com a Copa do Mundo?Foi nisso que pensei, analisando e comparando a Copa do Mundo com a nossa vida cristã e isso me deixa triste. Deus deveria ser muito mais valioso que futebol mas não tem sido. Brincamos de vida cristã e achamos que estamos indo muito bem. Que horror! Talvez, se olhássemos para Deus com o olhar que temos em relação à Copa, nossa vida espiritual seria muito melhor! Amar a Deus acima de tudo, é disso que precisamos! “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mateus 22:37).
Deus nos abençoe!
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