domingo, 3 de novembro de 2019

“... e já não houve remédio.”


Não sei se você se lembra de onde é a passagem citada acima (no título), mas eu lhe darei uma ajudinha: “Mas eles zombaram dos mensageiros de Deus, desprezaram as palavras dele e expuseram ao ridículo os seus profetas, até que a ira do Senhor se levantou contra o seu povo, e já não houve remédio” (2 Crônicas 36:16). E agora?
O texto de 2 Crônicas parece bem familiar, não acha? Há muita coisa em comum com o nosso tempo: pessoas que zombam dos mensageiros de Deus, desprezam a Palavra do Senhor e expõem os mensageiros do Senhor ao ridículo. Não é bem familiar?
No fim do livro de 2 Crônicas, vemos também o triste fim do povo de Deus. O povo foi levado em cativeiro, para a Babilônia, e por um motivo: por não obedecer ao Senhor.
Em 2 Crônicas 36.11, 12, lemos assim: “Zedequias tinha vinte e um anos de idade quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém. Ele fez o que o Senhor, o seu Deus, reprova, e não se humilhou diante do profeta Jeremias, que lhe falava como porta-voz do Senhor”.  Zedequias, o rei de Jerusalém, fazia constantemente o que desagradava a Deus. Se você der uma pesquisadinha, verá que foi assim com a maior parte dos reis de Judá e de Israel. Eles viviam desobedecendo ao Senhor e, por isso, veremos o povo sendo levado em cativeiro.
Mas, como sempre, Deus deu oportunidade a Ezequias e ao povo para uma mudança: “O Senhor, o Deus dos seus antepassados, advertiu-os várias vezes por meio de seus mensageiros, pois ele tinha compaixão de seu povo e do lugar de sua habitação” (2 Crônicas 36:15). A história poderia ser diferente se eles tivessem ouvido os mensageiros enviados pelo Senhor, mas não foi isso que aconteceu. Foi nesse contexto que “... eles zombaram dos mensageiros de Deus, desprezaram as palavras dele e expuseram ao ridículo os seus profetas...”.
Hoje acontece a mesma coisa. O povo tem se atolado no pecado, a impiedade só aumenta, Deus está enviando mensageiros para alertar o povo, mas a maioria não ouve. As pessoas rejeitam a Palavra do Senhor, zombam de Deus e daqueles que Ele tem enviado. O que acontecerá com essas pessoas?
No tempo de Ezequias, aconteceu assim: “... a ira do Senhor se levantou contra o seu povo, e já não houve remédio”. Alguém pode pensar que Deus é injusto, é mal, não podia se “irar” contra o povo, mas não é assim. Aquele povo foi avisado, Deus não o pegou de surpresa. Deus tentou dar o remédio para curá-los da maior enfermidade do mundo (o pecado), mas eles não quiseram tomá-lo. Por consequência...
“Ele enviou contra eles o rei dos babilônios, que no santuário matou os seus jovens à espada. Não poupou nem rapazes, nem moças, nem adultos, nem velhos. Deus entregou todos eles nas mãos de Nabucodonosor; este levou para a Babilônia todos os utensílios do templo de Deus, tanto os pequenos como os grandes, juntamente com os tesouros do templo do Senhor, os do rei e os de seus oficiais.
Os babilônios incendiaram o templo de Deus e derrubaram o muro de Jerusalém; queimaram todos os palácios e destruíram todos os utensílios de valor que havia neles.
Nabucodonosor levou para o exílio, na Babilônia, os remanescentes, que escaparam da espada, para serem seus escravos e dos seus descendentes, até à época do domínio persa.
A terra desfrutou os seus descansos sabáticos; descansou durante todo o tempo de sua desolação, até que os setenta anos se completaram, em cumprimento da palavra do Senhor anunciada por Jeremias” (2 Crônicas 36:17-21). O povo foi levado em cativeiro, só retornando a terra depois de setenta anos.
Serei repetitivo agora: “Hoje acontece a mesma coisa”. O pecado é visto em tudo e em todos. Os mensageiros de Deus estão pregando, ensinando, mostrando às pessoas que elas precisam abandonar a vida de pecado e ouvir o recado de Deus, mas poucas têm feito isso. Deus tem sido compassivo, deixando essas pessoas viverem e ouvirem a mensagem que salva, mas há um problema: Ele não fará isso para sempre! Chegará o momento do julgamento e todo aquele que o rejeita estará banido de Sua presença eternamente, sofrendo eterna condenação.
Se você ainda não se acertou com o Senhor, acerte-se, pois virá o dia em que não haverá mais remédio.


domingo, 27 de outubro de 2019

Está sofrendo? Seja feliz, não se envergonhe!


Você está sofrendo? Já sofreu alguma vez? Gosta de sofrer? Quantas perguntas, não é?
Não conheço alguém que goste de sofrer, mas conheço muita gente que está sofrendo por algum motivo, faz parte. A vida nos traz coisas maravilhosas, mas também, problemas – muitos ou poucos. Doenças, problemas de relacionamento, incompreensão... Não quero ocupar muito espaço com uma lista aqui.
No entanto, olhando para os tipos de sofrimento, quero falar apenas sobre dois: sofrimento por pecar e sofrimento por ser cristão. “Como assim, Wanderson?”, você pode perguntar. E eu irei responder.
Em 1 Pe 4.14-16 lemos assim: “Se vocês são insultados por causa do nome de Cristo, felizes são vocês, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vocês. Se algum de vocês sofre, que não seja como assassino, ladrão, criminoso ou como quem se intromete em negócios alheios. Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome.”.
O apóstolo Pedro nos diz que podemos sofrer por causa do nosso pecado ou por causa de práticas que não deveríamos ter: “...como assassino, ladrão, criminoso ou como quem se intromete em negócios alheios”. Quando alguém sofre por causa dessas coisas, é porque ele buscou, e como diz um ditado: “Quem procura acha!”. O assassino – quando pego – sofrerá as consequências por seus atos. Da mesma forma, os outros citados no texto. Quem vive na prática de “coisas erradas” irá sofrer, as pessoas deveriam entender isso.
Também é bom lembrar que a Bíblia diz que o homem colherá o que planta (Gl 6.7). Há muitas pessoas plantando ódio e não conseguindo entender o motivo de colherem (receberem) o ódio dos outros. E há tantas outras coisas que as pessoas plantam e não entendem que estão lançando uma semente de péssima qualidade e, mais cedo ou mais tarde, colherão o fruto de acordo com o que plantaram. Isso não é bom! O apóstolo disse que não devemos sofrer por essas coisas, porém fala sobre um outro tipo de sofrimento: sofrimento por ser cristão. Esse tipo de sofrimento é bom! Aliás, é ótimo!
Quando sofremos por sermos cristãos, não podemos nos envergonhar. Temos que glorificar a Deus, engrandecer o nome de Deus. Por quê? Porque estamos passando pelo mesmo que Cristo passou. Jesus sofreu por nossos pecados e é uma honra para nós sofrermos por causa do nome dele.
Mas como vem esse sofrimento? “Se vocês são insultados por causa do nome de Cristo, felizes são vocês...”. Pode vir das pessoas que não entendem a mensagem evangélica e nos insultam, da mesma forma que Jesus foi insultado. As pessoas, em sua ignorância, falavam mal de Jesus. Até mesmo “religiosos” – aliás, ser religioso serve para quê?
O sofrimento também pode vir através de alguma forma de perseguição, mas não podemos e nem devemos ficar espantados com isso. Todo aquele que conhece um pouco da Palavra de Deus sabe que isso iria acontecer. Por que ficar chateado? O texto diz que somos “felizes” por causa do nome de Cristo. Aleluia!  
Toda pessoa pode evitar o sofrimento que vem por causa da prática do pecado e que não é nada legal, trazendo tristeza. Mas toda pessoa também pode sofrer por ser cristã e isso é uma honra e motivo de grande felicidade.
Se você está sofrendo por ser cristão, quero lhe dizer uma coisa que eu disse lá no início: Está sofrendo? Seja feliz, não se envergonhe! 

 



sábado, 19 de outubro de 2019

Você jogará a culpa em quem?


A história não é nova, todo mundo conhece e ela vive se repetindo. Que história?
Você se lembra lá do início, quando o homem pecou? Quer dizer, ele não achou que a culpa era dele. Lembra-se de como reagiu? Jogou a culpa em Eva: “Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi” (Gênesis 3:12).
Bem, Deus foi falar com Eva, e o que ela fez? Jogou a culpa na serpente: “E disse o Senhor Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi” (Gênesis 3:13).
Isso é bem natural do ser humano: Nós não gostamos de assumir a culpa dos nossos erros. Você alguma vez já jogou a culpa em alguém ou em algo, para tentar aliviar seu erro ou não sofrer um castigo? Claro que sim! Vejo as crianças brincando e quando algo dá errado, a culpa não foi do culpado – Rs. “Fulano, por que você bateu no seu amiguinho?”. Como ele responde? “Porque ele implicou comigo”. “Por que você não voltou na hora combinada?”. “Eu estava brincando e me esqueci” ...
Mas os adultos também não são de assumir nada. “Fulano, por que você chegou atrasado ao trabalho?”. “Porque um amigo me parou na rua e eu tive de dar atenção”. Teve de dar atenção? Ele poderia dizer que não teve compromisso com o horário, que sabia que não podia dar atenção ao amigo naquela hora, mas não fez isso. Vamos parar de brincadeira! Depois ficamos falando mal de Adão e Eva, mesmo cometendo o mesmo erro, mesmo transferindo nossas culpas para outros ou para alguma coisa. Um pouco de maturidade faria bem!
Agora, pensando na vida espiritual, na vida com Deus, até quando você ficará arrumando desculpas? Até quando dirá que pecou porque a outra pessoa provocou? Onde estava seu domínio próprio?  Até quando dirá que não estuda a bíblia por falta de tempo, porém vive grudado no celular? Até quando dirá que é grosso porque convive com pessoas grossas? Até quando dirá que não é gentil com as pessoas porque ninguém merece? Até quando dirá que não tem tempo para ir ao templo, mas tem tempo para ir a festas? São tantos exemplos, no entanto, você já sabe de todas as desculpas que tem arrumado para não ter intimidade com Deus e não viver o evangelho. Agora, é questão de tomar uma atitude, de não ser omisso, e dar a Deus o primeiro lugar em sua vida.
Já passou da hora de passar a viver como adulto e não como criança, não acha? Da próxima vez que cometer um erro, você jogará a culpa em quem?